domingo, 26 de julho de 2009

Pensando em Vinícius de Moraes


Perdoem-me caso o texto não faça sentido para quem lê – além de mim. Apenas expresso o que se passa em minha cabeça, com o intuito de tentar me compreender melhor e talvez encontrar coerência na montanha-russa de emoções que tenho vivenciado...

Será que Vinícius estava certo ao dizer que “...A felicidade é como pluma que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve mas tem vida breve, precisa que haja vento sem parar...”?

Realmente a felicidade é muito mais fácil de se esvair de nossas mãos que a tristeza... Esta segunda se apega em nosso íntimo que as vezes até parece possuir nossa alma...
A dor é lacitante a ponto de nos enlouquecer...
Costuma dilacerar nossos mais ínfimos sentimentos, aspirações e ações...

Felizmente muitas pessoas não compreendem quando se fala dessa forma sobre a tristeza. Estes sim são felizes, pois não terão que enfrentar a si próprios num grau tão profundo que chega a doer fisicamente.

Hoje sei que sou mais feliz que ontem e estou buscando re-encontrar certas coisas em mim que deixei pelo caminho torto por onde andei. Porém, ainda sinto uma nuvem negra muito próxima de mim e isso muitas vezes me assusta a ponte de achar que já estou envolta dela...

NÃO! Não creio que eu esteja novamente no meio dessa densidade negra... Mas que sensação estranha é essa que sempre vem me assombrando?

Será mesmo que a felicidade “... precisa que haja vento sem parar...”? Haja vento....

Mas pensarei/escreverei sobre isso em outro momento...

sábado, 25 de julho de 2009

Divagando.... ?


As vezes me pergunto porque tenho tanto medo das coisas...
Onde foi que perdi minha audácia que sempre tive orgulho de ter...
Quando foi que permiti que o trem desgovernado me atropelasse da forma como fez....
E onde, PELO AMOR DE DEUS escondi a chave do baú onde tranquei meu verdadeiro EU...
Me sinto muitas vezes perdida... ao léu...
Abandonada como se nada de bom fosse mais me acontecer...

Onde foi que eu errei???

Humpf! Minha angústia aumenta moderadamente, ao perceber que sempre soube o início de todo o despencar... Como pude ser tão fraca a ponto de me trancar e perder essa chave....?
Permitir viver o outro me esquecendo de mim... Por mais que nas aparências parecesse que na realidade acontecia o contrário...

NÃO!

Ele não se ausentou por mim.... Foi o contrário...

Agora me encontro sem rumo... Não sei ao certo quem realmente sou... Não sei, também, se quero saber...
Me dá medo de que ao me reencontrar eu esteja tão selvagem a ponto de ter medo – mais uma vez – de me aceitar como verdadeiramente sou....


Felizmente (?) a vida nos reserva algumas surpresas...

Mas para poder vivenciar plenamente essas surpresas creio que terei que extravasar meu medo e transcender para o reencontro comigo...

Preciso, por motivos simples, re-aprender a viver...

Infelizmente não posso simplesmente fechar um livro e começar outro...
Preciso encerrar um capítulo e, com pelo menos um resquício do anterior, iniciar um novo...